Por Sulivan Damasceno
A Ferrari este ano, fez um ótimo carro, mais rápido que a Mercedes, competitivo e melhor na aerodinâmica do que os outros times. Entretanto, o fato do time seguir sua filosofia política de preterir um piloto, no caso o Vettel e os erros constantes na troca de pneus, faz os vermelhos comer poeira em seu embate com o time prateado.
A questão não deve nem ser comparada aos tempos em que a escuderia tinha Michael Schumacher e Rubens Barrichello (década de 2000). Ao qual o time dava toda a prioridade ao alemão e fazia o brasileiro ser escudeiro, a mesma coisa se aplica quando foi a vez de Fernando Alonso e Felipe Massa serem os pilotos (década de 2010).
Charles Laclerc já mostrou ser um piloto talentoso e com capacidade de sobra para brigar pelo título. No entanto, o diretor do time, Binotto ainda não enxergou isso, a Ferrari se encontra perdida, priorizando sempre o Vettel, sabendo que o tetracampeão comete erros grotescos quando está sendo pressionado.
A imprensa italiana faz críticas ferrenhas a Vettel e ao time vermelho, por preterir o alemão e não deixar Laclerc correr com liberdade. Na última prova, em Xangai na China, a ordem foi para Laclerc deixar Vettel passar, o monegasco acatou, mas chateado, tanto que Binotto reconheceu a frustração do jovem piloto.
A questão maior é que esse impasse da Ferrari, faz o time se perder na sua briga com a Mercedes e ver a Red Bull de Max Verstappen pertinho em seu retrovisor. Enquanto que na Mercedes, o time dá total liberdade para Hamilton e Bottas brigarem.
A Ferrari precisa tomar um rumo e decidir, se prioriza sempre o Vettel e "queima um talento promissor" como Laclerc, ou deixa ambos correr com liberdade e que vença o melhor.
Foto - Divulgação

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