Austríaco passou por um transplante de pulmão, não resistiu as complicações no estado de saúde
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| Ex-piloto de F1 ocupava a presidência não oficial da Mercedes |
Por Sulivan Damasceno
Um dos nomes mais conhecidos e renomados da história do automobilismo encerrou seu ciclo de vida. O ex-piloto de F1, austríaco Nick Lauda morre aos 70 anos, o ex-piloto da Ferrari passou por um transplante de pulmão e só recebeu alta depois de mais de dois meses no hospital, já no começo deste ano ficou mais de dez dias internado no hospital, após febre que ele nas festas de fim de ano.
Lauda era casado com Birgit Wetzinger desde 2009, que cedeu um rim para o transplante do ex-piloto, quatro anos antes. Em 1997 o órgão que recebeu de seu irmão Florian teve problemas. O ex-piloto tem dois filhos do casamento que teve com Marlene Knaus (Mathias e Lukas), o tricampeão tinha outro filho fora do casamento chamado Christopher.
Em julho, Nick Lauda estava descansando com sua família, em Ibiza, na Espanha, quando teve uma gripe forte. O quadro acabou tendo evolução para uma febre alta e uma forte tosse, depois o ex-piloto viajou em seu jato particular para a Áustria, onde se internou, Lauda recebeu tratamento intensivo para o vírus, aparentemente teve uma melhora, no entanto, o estado se agravou e os médicos decidiram transplantar o pulmão, embora que as complicações foram relacionadas ao grave acidente que sofreu a bordo de sua Ferrari em 1976, na ocasião o piloto teve graves queimaduras e inalou gases tóxicos, mas felizmente naquela época escapou da morte por pouco.
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| Nick Lauda foi um dos maiores pilotos da história da F1. |
Nascido em 1949, Andreas Nikolaus Lauda, era de família rica, voltada a política e a economia, no entanto o austríaco tinha o pensamento voltado ao automobilismo. Sem apoio do avô, que era banqueiro, Lauda tomou um empréstimo do banco e passou a investir na carreira. Comprou uma vaga na Fórmula 2, pela equipe March, estreando no GP da Áustria em 1971.
Em 1972 passou a correr pela equipe antes vitoriosa, BRM, que já não era a mesma. Mesmo impressionou o time pelo seu conhecimento técnico e na troca de informações com os engenheiros mecânicos e marcou pontos em uma época em que só os seis primeiros pontuavam na categoria. Em 1974, foi indicado por Clay Regazzoni e foi contratado pela Ferrari.
Nick conseguiu fazer o time do "cavalo rampante' voltar a ser competitiva, brigando pelo título. Mas o sonho foi adiado e piloto austríaco perdeu o título para o brasileiro Emerson Fittipaldi, porém em 1975, o tão sonhado caneco veio pela Ferrari.
Em 1976, o pilotou viveu um inferno em Nürburgring, na Alemanha, depois dos acidentes graves que alguns pilotos tiveram nos treinos, Lauda queria boicotar a corrida no domingo. Mas foi derrotado pelos demais pilotos e viveu sua tragédia, o piloto perdeu o controle de sua Ferrari e se espatifou, o carro virou uma bola de fogo, Lauda foi socorrido com vida, foi levado ao hospital e seu estado era grave. Quando o padre foi dar a 'extrema-unção, Lauda teve uma recuperação milagrosa e 43 dias depois, estava de volta no cockpit de sua Ferrari.
Ainda neste ano, Lauda teve acirrada disputa com o piloto James Hunt, que aproveitando a ausência de Nick, havia encostado na tabela. Durante a decisão da prova em Fuji, no Japão, Lauda abandonara a prova por causa da chuva, alegando falta de segurança. James Hunt chegou em terceiro e foi consagrado campeão com um ponte a frente do austríaco, uma rivalidade que virou filme depois com nome "Rush"
Em 1977 Lauda deu volta por cima e foi bicampeão mundial com três vitórias. Após o título, Nick decide não continuar na Ferrari, pois já estava cansado da política que tinha na equipe.
Depois da Ferrari, Lauda foi correr na Brabham, mas o time não conseguia fazer o bólido ser competitivo por causa dos pesados motores da Alfa Romeo. Depois do fiasco na Brabham, o austríaco decide abandonar as pistas de forma repentina em 1979, naquele ano fundaria também a empresa Lauda Air.
Após problemas que sofria em sua companhia aérea, o piloto decide voltar ao ciclo da F1 pela McLaren. Tendo como companheiro o piloto Alain Prost, foi campeão sobre o francês com uma vantagem de meio ponto apenas, a menor vantagem da história na categoria. Em 1985, Lauda teve muitos abandonos e decide abandonar de vez a categoria.
Em 1994 foi consultor da Ferrari, mesma função faria na Jaguar em 2002. Mas sucesso foi na Mercedes, aonde era presidente não executivo do time, desde o fim de 2012. Foi Lauda que levou Lewis Hamilton para a equipe Alemã e foi graças ao austríaco, juntamente com Toto Wolff que emplacaram os últimos cinco títulos na categoria, tanto de mundiais como pilotos: 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018.
Fonte - globoesporte.com
Foto: Google (imagens)


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