De lá da última fila, Williams comemora os 40 anos de sua primeira vitória na F1

Apesar da atual crise no time, Williams celebra um de seus tentos do passado glorioso, que outrora o time teve

Equipe Williams de F1 - imagem: Reprodução

Por Sulivan Damasceno 

A Williams vive seu pior momento da história na F1, é a última colocada na categoria, sendo a única zerada na pontuação e uma solução a curto prazo para a equipe voltar a ser o que foi em seu tempo de glória, ainda parece demorar a acontecer. Mas nem tudo é tristeza no time, pelo menos, um passado vitorioso, a escuderia celebra os 40 anos da primeira vitória na Fórmula 1 no circuito de Silverstone, palco da corrida da categoria, que vai acontecer este final. 

Na época, o time vinha de uma ascensão, após a estréia do modelo FW07, o primeiro do time que utilizava o efeito solo. O carro era inspirado no modelo da lendária Lotus 79, que já era o segundo do time de Colin Chapman que explorava o efeito solo, porém, seus cradores, o Patrick Head, Frank Dernie e Neil Oatley, conseguiram tirar ainda mais eficiência do artifício. 

FW07 era um dos primeiros carros a usar o chamado "efeito solo"

O FW07 era um monoposto pequeno, com linhas simples, suaves e extremamente leve. O motor era o confiável Ford-Cosword DFV V8 de 3 litros, este era o preferido das equipes independentes. A estréia aconteceu na quinta etapa de 1979, na Espanha, primeira em solo europeu no ano. 

Desde o começo, o carro se mostrou rápido, no entanto, nas primeiras participações do monoposto não apresentou confiabilidade. Na segunda participação na Bélgica, Alan Jones, largou em terceiro no grid e chegou a liderar por 16 voltas, até sofrer uma falha elétrica. 

Em Mônaco, Regazzoni conquistou um segundo lugar, mostrando que o time estava na direção certa. E o modelo se mostrava competitivo. 

Entre as semanas do GP da França e Inglaterra, a equipe de engenharia da Williams, fez algumas atualizações importantes no modelo. Dernie fez modificações que garantissem melhorias nas saias laterais do modelo para evitar menos arrasto no asfalto. 

As correções deram certo e Alan Jones conseguiu uma pole position, em Silverstone com 0s6 de vantagem, para o segundo colocado, Jean Pierre Jabouille, da Renault. A outra Williams, de Regazzoni foi o quarto colocado. 

Na corrida, Jones pulou na ponta, enquanto que Regazzoni deixava o brasileiro Nelson Piquet, da Brabham para trás e era terceiro. Na volta 17, o suíço também ultrapassou Jabouille e as Williams estavam na ponta, tudo caminhava para uma dobradinha, no entanto, a apreensão tomou conta do time inglês, por conta de um superaquecimento no motor. 

Novo líder da prova, Regazzoni manteve a ponta e afastou qualquer preocupação que poderia acontecer. E enfim a primeira vitória do time de Sr. Frank Williams veio, com René Arnoux, da Renault, em segundo e Jean-Pierre Jarier, também da Renault em terceiro. 

A primeira vitória da Williams na F1 consagrou a marca na categoria que se estabeleceu durante muito tempo na categoria com uma das maiores equipes da história categoria. Embora nos dias de hoje, a equipe estejam bem distante daquilo que as suas glórias e seus triunfos conquistados no passado, vale como recordação relembrar um dos momentos marcantes do time, que ainda está na F1, mesmo em situação bem aquém daquilo que era esperado dela. 

Fonte - Projeto Motor

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