Moro pede provas, nega delação de Cunha e tentou driblar o STF, diz revista

Novos diálogos revelados pelo "The Intercept Brasil" revelam orientou as investigações do Ministério Público Federal da Lava Jato

Ministro da Justiça, Sérgio Moro - Imagem: Reprodução

Por Sulivan Damasceno 

Novos diálogos envolvendo o atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro, quando ainda era juiz nos processos da Lava Jato traz novas evidências reveladas pelo site The Intercept Brasil, que o quando era magistrado teria orientado as investigações do MPF (Ministério Público Federal) na Lava Jato, pedindo inclusão de provas e sugerindo a mudança de datas de operações e mostrou contrariedade na delação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Segundo a revista Veja, Moro omitiu informações solicitadas pelo ministro do STF, Teori Zavascki, morto em 2017, para que mantenha o inquérito na 13ª Vara Federal, chefiada pelo atual ministro da justiça.

Outra fato que vem à tona é celebração de um encontro com o ministro Édson Fachin, do STF ("aha, uhu, o Fachin é nosso"), pelo coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, num encontro entre Moro e o apresentador Fausto Silva, da TV Globo, ao qual, o ministro recebeu dicas se expressar diante da opinião pública.

Segundo o ministro Sérgio Moro, em nota, diz não reconhecer "a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos e que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente". Ainda Moro lamenta que a Revista Veja por encaminhar a cópia das mensagens antes da publicação e tenha condicionado a apresentação das supostas mensagens à concessão de uma entrevista, o que segundo sua fala é "improprio".

Na quarta feira (03), o ministro foi sabatinado pelos deputados na Câmara. Houve debate e discussão por parte da ala da oposição e da situação e no final, Moro se retirou com os gritos de "ladrão e fujão".

Fonte - uol.com 

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