Fórmula Um
Divulgaççao
Decadência constante
Um fator crucial que tem pesado nas transmissões da principal categoria do automobilismo mundial é a queda de telespectadores ligados na cobertura das corridas pela TV Globo. A emissora que exibe o evento desde o inicio da década de 70 sofre nos dias de hoje com a queda prematura da audiência.
Segundo dados exclusivos do portal do UOL a maior TV do país teve uma queda de 50% de público, tantos em pontos no ibope como em TVs ligadas. Isso significa dizer que de cada 5 de 10 aparelhos ligados, em 2005 por exemplo o número de pessoas que sintonizavam a Globo para assistir às corridas aos domingos, caíram fora; uns mudaram de canal, outros mudaram para TV paga, alguns preferem Netflix ou muitos preferem se ocupar com a internet e a rede social.
Quando o Espanhol Fernando Alonso conquistou seu primeiro título (2005), a média de audiência das corridas era de 15,8 pontos de média, cerca de 49,3% de share, comparado com ano passado a audiência foi apenas de 7,7%. Cada ponto de audiência equivale em SP e também nos demais estados e fora do país, 69,4 mil domicílios na grande SP.
Para uma categoria que nos tempos áureos, quando tinha Nelson Piquet e posteriormente Ayrton Senna, a audiência era a das maiores que existe. É fato dizer que naquela época, as pessoas usufruíram da internet ou da TV paga, as opções pasaram a ser limitadas e TV e o rádio tinham maior reinado nos meios de comunicação.
Mas voltando a mais de dez anos atrás, quando Michael Schumacher ainda corria, A F1 dava 58% de share em São Paulo, que diga-se de passagem era o maior mercado de TVs. Desde então a audiência começou de forma derradeira sem precedentes, isso se deve ao simples fato de que o Brasil há quase 25 anos não é campeão da categoria, a morte de Ayrton Senna em 1994 e pelo fato de nenhum brasileiro ter suprido essa carência fizeram o Brasil perder o interesse pelo automobilismo, optando por outros esportes no país.
Texto: Sulivan Bruno Damasceno
Fonte: uol.com

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