Votar por ódio pode levar o país a grande riscos, diz cientista político.

Em entrevista ao site uol.com, na visão de Boris  Fausto, voto de ódio não vai mudar o Brasil.

SULIVAN DAMASCENO

Numa entrevista exclusiva ao site uol.com, o historiador e cientista político Boris Fausto, 87 anos, vê uma grande preocupação com a situação do Brasil devido ao quadro eleitoral. Segundo ele, a candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) representa uma extrema-direita, que aceita regras fora do jogo.

Para Boris, ninguém de nenhuma força política, seja da direita ou esquerda, tem essa força para se contrapor ao candidato que vem forte nestas eleições. Tudo isso devido ao descrédito com a atual política brasileira, que ficou marcada, pelos escândalos de corrupção, principais nomes da política atrás das grades, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para ele o avanço de Bolsonaro se dá pelo fato de ele ir na onda da extrema-direita: "Ele vem nessa onda, ele é nitidamente um candidato que entrou no jogo, mas que também aceita regras fora do jogo democrático.

Sobre Marina Silva e Alckmin, Boris foi enfático em afirmar que Marina cresceu mais que Geraldo: "Agora se tem uma pessoa que ganhou pontos, foi a Marina Silva, que inteligentemente, peitou Bolsonaro, coisa que Alckmin não faz. Ele fica nessas considerações aritméticas, em um joguinho que ao meu ver, não funciona mais.

Segundo Boris, mesmo estando preso, Lula tem força ainda, muitos apostam nele para reconstrução do país e sobre o PSDB, o partido não fez frente correta contra o PT e em sua visão tentou usar mais o oportunismo para ganhar adeptos mas o tiro foi pela culatra.

Fonte uol.com
Foto - Divulgação do UOL

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