STF recoloca o caso do HC do ex-presidente Lula para ser julgado hoje (25)

Habeas corpus de Lula volta a pauta para ser julgado hoje, Ministro Gilmar Mendes defende soltura do petista

Ex-presidente Lula está presos há mais de um ano em Curitiba.  Imagens: Marlene Bergamo/Folhapress

Por Sulivan Damasceno 

De última hora, a 2° Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu recolocar na pauta o julgamento do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ministro Gilmar Mendes, integrante do colegiado, sugeriu que Lula fosse colocado em liberdade caso não termine hoje o processo. 

O habeas corpus questiona a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro (atual Ministro da Justiça). Segundo a defesa do petista o magistrado agiu de forma parcial, por ter conduzido os casos relacionados a Lula na 13° Vara Federal de Curitiba, entre eles, o Tríplex do Guarujá (SP), ao qual, Moro condenou o ex-presidente em julho de 2017. 

O caso será julgado ainda hoje, após um outro habeas corpus de Lula que questiona decisão monocrática do Ministro Félix Fischer, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), de manter em segunda instância a condenação pelo Tríplex. O recurso é visto como otimismo pela defesa, já que a decisão monocrática de Fischer, o próprio colegiado do STJ, resolver manter a condenação. 

A inclusão do processo na pauta do colegiado ganhou corpo por causa das exigências do advogado de defesa Cristiano Zanin Martins, apresentou questão de ordem e insistiu para que seja julgado de forma urgente: "Há normas regimentais que deveriam, ao nosso ver, ensejar manutenção do julgamento para que sejam apreciadas as teses defensivas da forma que foram colocadas em novembro do ano passado e que o ministro Gilmar Mendes pediu vista. Respeitosamente, pedimos a análise da possibilidade de dar continuidade desse julgamento por todas as peculiaridades e que já foram colocadas na petição inicial de outras manifestações", disse o advogado. 

A questão de ordem como pedido de urgência em votação foi colocada pela ministra Cármen Lúcia. Como foi o primeiro a pedir vista no caso do ex-presidente, Gilmar Mendes foi o primeiro a falar e disse que o processo não fosse julgado hoje, entretanto, o ministro defendeu que devido as circunstâncias do réu (Lula) que está preso, deveria ser solto até que o processo fosse analisado. 

Fonte - uol.com 

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