Por causa das alterações feitas pela ANTT, que vão entrar em vigor neste sábado (20), acabaram agradando exportadores, exceto caminhoneiros
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| Protesto de caminhoneiros em rodovia no Rio de Janeiro - Foto: Ricardo Moraes/Reuters |
Por Sulivan Damasceno
Uma nova resolução sobre a política de pisos mínimos do frete rodoviário, publicada nesta quinta-feira (18), pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi considerada adequada com os valores do mercado pelos exportadores. Entretanto, a resolução recebeu diversas críticas de alguns representantes de caminhoneiros, que ameaçam nova paralisação.
A resolução estabelece regras gerais, metodologia e coeficientes dos pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização do serviço do transporte rodoviário de cargas. A aprovação ocorreu pela Esalq-Log e processo de consulta pública e entra em vigor, neste sábado, 20.
De acordo com a ANTT, a elaboração da resolução teve participação de transportes autônomos, empresas e cooperativas de transporte, contratante de frete, embarcadores, e diversos outros agentes da sociedade e tendo recebido um total de 350 manifestações. Além de cerca de 500 contribuições específicas, analisadas individualmente pela agência.
Um dos representantes dos caminhoneiros que cogitavam paralisação da categoria em abril, Wanderlei Alves, o Dedeco, se mostrou descontente com a nova resolução. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele apontou "frustração" com a nova tabela.
E ainda Wanderlei disse que se reunião com o Ministro da Iinfraestrutura, Tarcísio Freitas, caminhoneiros que até o dia 20 decidiram se manifestar: "Tivemos várias reuniões depois, houve, as audiências, mas infelizmente pisaram em nossa cabeça", afirmou ele. O assistente executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Lucas Brito, disse ao podcast do Estadão que a resolução está de acordo com o que prevê a lei n° 13.703/2018, ao qual estabeleceu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
De qualquer forma, vamos aguardar se de fato o risco de uma nova paralisação dos caminhoneiros seja eminente. Uma paralisação dos caminhoneiros pararia o país novamente.
Fonte - Terra.com

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