Apesar de tomar a decisão de substituir um possível Monotrilho por um BRT, nenhuma obra foi realizada e futuro da ligação que liga São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo estava indefinido
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| Governador do estado de SP João Dória (PSDB) - foto: Amanda Perobelli/Reuters |
Por Sulivan Damasceno
Nesta quarta-feira (03), o governador de São Paulo, João Dória (PSDB) anunciou que a linha 18-Bronze do ABC vai ser BRT (Bus Rapid Transit, Transporte Rápido por Ônibus). A decisão foi tomada no Palácio dos Bandeirantes, na Capital Paulista, onde estava presente os prefeitos de Santo André; Paulo Serra, São Bernardo do Campo; Orlando Morando; e São Caetano do Sul; José Auricchio Júnior.
A decisão foi tomada após expectativas criadas por declarações de Dória e do secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, que desde março, levantaram questionamentos sobre o monotrilho em relação aos altos custos (R$ 5,74 bilhões), apesar de ser um meio de transporte de média capacidade (até 400 mil passageiros por dia).
Também foi levado em consideração os impactos financeiros gerados por desapropriação, que, segundo o Governo do Estado de São Paulo teriam custo de R$ 600 milhões. A gestão do governo do estado ainda analisou qual seria o domínio do Brasil com relação à tecnologia do monotrilho e da falência da empresa Malásia, Scomi, incumbida de fabricar os trens.
Segundo Baldy, é estimado o preço de R$ 680 milhões para a implantação do BRT, enquanto o monotrilho seria quase R$ 6 bilhões. O prazo para a conclusão do BRT será de até 18 meses.
Para justificar a decisão, Bandy disse que o monotrilho (que seria a opção para ser implantado ao invés do BRT), não seria flexível a demanda, que varia com o tempo. Para o este projeto de BRT ligando o ABC, está previsto na capital paulista ônibus elétricos na operação.
Fonte - Diário do Transporte

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