Cerca de 40% da frota de ônibus gerenciada pela EMTU se encontra com idade avançada operando na grande São Paulo
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| Muitas empresas que operam na Grande SP pela EMTU tem ônibus com idade que já passou do tempo de ser trocado (Reprodução) |
29% da frota estão com mais de dez anos de fabricação e muitos veículos tem resultado em quebras e transtornos aos usuários
SULIVAN DAMASCENO
Um dos maiores problemas que os usuários que vivem no estado de São Paulo tem sofrido é com relação aos ônibus, principalmente os coletivos que a idade já passou do tempo de ser renovado a frota. De acordo com a EMTU, 40% da frota na Grande São Paulo tem se encontrado com idade avançada, sendo que 29% dos coletivos estão com mais de dez anos de fabricação resultando em constantes quebras, falta de ar-condicionado e equipamentos de acessibilidade inoperantes.
O percentual tem referindo a diversas empresas, sendo que por exemplo, a Unileste que liga Mogi das Cruzes, Poá e Suzano tem todos os veículos ultrapassados prestando serviços. Outro lugar que de acordo com a própria Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos tem 40% dos ônibus em idade acima dos dez anos estão nos municípios de: Ferraz de Vasconcelos, Biritiba Mirim, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Suzano e São Paulo.
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| Ônibus com idade avançada tem sido visto e utilizado com frequência em SP (Reprodução) |
Em seguida temos 33,4% da frota vencida na área 1, que envolve os municípios de Cotia, Embu das Artes, Embu Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista e São Paulo. O terceiro lugar temos com 26,5% com ônibus com mais de dez anos está a área 3 (São Paulo, Guarulhos, Mairiporã, Santa Isabel e Arujá).
A área 2, com 24,2% , é a quarta. Os serviços desta área cobrem Barueri, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba. O ABC Paulista não está no levantamento porque na região, o contrato foi renovado e há a presença de trólebus, cuja idade máxima permitida é de 20 anos e fugiria da comparação. Além disso, a região passa por renovação.
Confira o nome e quantidade de carros antigos que cada empresa possui: empresas com maior número de frota com idade vencida é a Intervias Raposo Tavares (21 ônibus), a BB Transportes (73), ETT Carapicuíba (57 ônibus), Urubupungá (85), Viação Osasco (35), Alto Tietê Transp (82), Radial (36), Miracatiba (97), Pirajuçara (85), Arujá Transp. (6), Vila Galvão (52), Guarulhos Transp. (9), Tip Bus (31), Transdutra (14), Mairiporã (4), Pássaro Marrom (3), Serveng Transp. (8) e Ralip (12),
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| Veículo fabricado em 2008, ficou rodando na BB Transportes até este ano, depois foi para o serviço em Itapevi do Paese e logo em seguida foi baixado (Reprodução) |
Em entrevista ao DIÁRIO DO TRANSPORTE, a EMTU respondeu por meio de nota:
A EMTU e as concessionárias estão comprometidas com a modernização da frota por meio da aquisição de ônibus novos e modernos para proporcionar mais conforto e qualidade no serviço prestado aos passageiros. Desde 2019, mais de 1.500 ônibus novos foram incluídos no sistema. A frota intermunicipal gerenciada pela EMTU na Região Metropolitana de São Paulo possui idade média de 6,8 anos.
Durante a pandemia do COVID-19, as concessionarias perderam a capacidade de investimento em frota, em razão da queda do número de passageiros e consequente diminuição da receita. Importante lembrar que durante a pandemia o principal foco foi a manutenção dos empregos. Essa situação contribuiu para a elevação de idade dos veículos, lembrando que atualmente a retomada da demanda atinge em torno de 80%.
Todos os ônibus passam por inspeção anual onde são verificados mais de 900 itens, em especial àqueles relacionados à segurança da operação, tais como tacógrafo, sistemas de iluminação, freios e pneus. Quando os veículos passam da idade contratual, a inspeção é feita semestralmente.
São realizadas também fiscalizações de rotina, com o ônibus em operação, avaliando questões relacionadas a horários, itinerários e condição mecânicas dos veículos. O acompanhamento constante da operação tem como objetivo oferecer aos passageiros condição de confiabilidade e segurança permanentes, independentemente da idade dos veículos.
Fonte: Diário do Transporte



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